Vini Jr. Ou Haaland? Para quem vai a torcida da potiguar que tem o coração dividido com a Noruega há 10 anos
Nascida em São Miguel, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte, Chayane Andrade trocou há mais de dez anos o calor do sertão potiguar pelas paisagens geladas de Flåm, um pequeno vilarejo da Noruega com cerca de 380 habitantes.
Cercada por montanhas, fiordes e cachoeiras, a comunidade é considerada um dos destinos turísticos mais deslumbrantes do planeta e integra uma área reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco.
Apesar da distância de mais de 9 mil quilômetros do Brasil, a paixão pelo futebol permanece intacta. Neste domingo, quando Brasil e Noruega se enfrentam pelas oitavas de final da Copa do Mundo, Chayane admite que o coração está dividido entre os dois países que marcaram sua história, mas não hesita ao escolher por quem vai torcer.
— Brasil, com certeza — afirma.
A rotina em Flåm é marcada pela tranquilidade. O vilarejo é o ponto final de uma das mais famosas linhas ferroviárias do mundo e recebe diariamente turistas de diversas nacionalidades, muitos deles desembarcando de grandes cruzeiros em busca da exuberante paisagem dos fiordes noruegueses.
No inverno, as montanhas permanecem cobertas de neve. Já durante o verão europeu, visitantes percorrem trilhas até a famosa cachoeira de Brekkefossen, um dos cartões-postais da região.
Por conta da diferença de fuso horário entre Brasil e Noruega, Chayane conseguiu acompanhar apenas duas partidas desta Copa do Mundo: a derrota da Noruega para a França por 4 a 1 e a vitória brasileira sobre o Japão na fase de 16 avos de final.
Na manhã deste domingo, a expectativa para o confronto tomou conta das redes sociais. Em uma publicação no Instagram, ela compartilhou a ansiedade para o jogo tendo como trilha sonora uma música da banda brasileira Sepultura, reforçando o clima de torcida pela Seleção.
Fã do brasileiro Vinícius Júnior e admiradora do atacante norueguês Erling Haaland, Chayane aposta em uma vitória apertada da equipe comandada pelo Brasil.
— Meu palpite é 2 a 1 para o Brasil. Este jogo vai ser histórico — conclui a brasileira que, mesmo vivendo em um dos lugares mais encantadores da Noruega, mantém vivas as raízes e o amor pelo país onde nasceu.